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No Castelo da professora Ariana Furtado há uma mala anti-discriminação

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Com a curadoria de Neuza Faria, os museus vão dar o que brincar

Neuza Faria, de 37 anos, quer pôr-nos a brincar dentro de museus, com uma proposta de intervenção ainda sem expressão em Portugal: a Curadoria Educativa.

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Países espelhados, reflexos de resistência negra

O que as esteiras de palha trançadas na província de Cabo Delgado, em Moçambique, têm em comum com aquelas que nos chegam do estado da Bahia, no Brasil? As semelhanças estão à vista na exposição “Países Espelhados: objetos, imagens, sabores, memórias: encontros culturais entre o Brasil e nações africanas de língua portuguesa”. Patente até ao final de Fevereiro na cidade brasileira de São Paulo, a mostra propõe uma reflexão sobre as similitudes “e trocas culturais entre o Brasil e os cinco países africanos que também foram colonizados por portugueses: Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe”. Com curadoria do designer Renato Imbroisi, a exposição reúne imagens, objectos de arte e artesanato, produção têxtil, esculturas e criações literárias dos seis países. “No caso específico dos territórios invadidos pelos portugueses, a modo de assegurar a manutenção do poder sobre as pessoas escravizadas, foram empregadas estratégias que visavam o apagamento de identidades colectivas, tais como a interdição de idiomas e a proibição de práticas religiosas”, assinala Danilo Santos de Miranda, director do Sesc São Paulo, entidade que acolhe a mostra. O responsável acrescenta, na mensagem de apresentação da exposição, que, apesar dessas políticas de aniquilação, “na trama de um tecido, no preparo de um alimento, numa canção de ninar, é possível observar similaridades que mostram nada menos que sobrevivências civilizatórias, formas de resistência que lograram atravessar o Atlântico e manter coesa certa memória colectiva num mundo despedaçado”. Em resgate!