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A voz de Nuno Ferreira projecta-se na rádio, via para combater silenciamentos

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“Os bois pelos nomes”: as nossas vozes importam, e estão com Mamadou Ba

Todas a vozes importam na “oposição activa à normalização e perpetuação de práticas racistas”. Juntamos a nossa à de Mamadou Ba, na campanha online “Chamar os bois pelos nomes”. Participem também, enviando pequenos testemunhos, por escrito, vídeo ou áudio para o e-mail boispelosnomes@gmail.com

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A nossa diversidade é um trunfo

A revolução do descanso

Se a liberdade fosse um gesto, uma acção, ou uma situação, qual seria? E como se poderia expressar no movimento de uma mulher negra? A exposição “Resting Our Eyes”, em tradução literal “Descansando os Nossos Olhos”, patente até 25 de Junho no Instituto de Arte Contemporânea de São Francisco, nos EUA, oferece possibilidades de resposta, a partir do trabalho de duas dezenas de artistas negros. Para Adana Tillman, por exemplo, cujo trabalho criativo se desenvolve a partir de têxteis, descansar é um verbo de conjugação vital. “Imagino o futuro num ritmo menos acelerado, com o descanso como revolução, com mais dias de reflexão”, adiantou à The Cut. À mesma publicação, Tillman reforçou a sua visão: “A ideia de que o mundo se deve reger por 24 horas vai tornar-se um mito, e os nossos dias deixarão de se medir pela quantidade de tarefas concluídas”. Que liberdade resultará de novas formas de gerir o tempo? Os questionamentos presentes em “Resting Our Eyes” inspiraram-se num manifesto de 1977, lançado pelo Combahee River Collective, grupo feminista criado por mulheres negras e lésbicas. O documento é evocado pela curadoria da exposição, que destaca uma frase como mote para a proposta artística. “Se as mulheres negras fossem livres, todas as pessoas seriam livres, porque a nossa liberdade implicaria a destruição de todos os sistemas de opressão”. Seguimos revolucionando…e descansando!